Arquidiocese de Vitória | Espírito Santo

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COMUNIDADE DE SÃO JOSÉ

SANTA MARIA DE MARECHAL – MARECHAL FLORIANO/ES

Formação

Por meados do século XIX, no ano de 1879 chegou à localidade de Santa Maria o senhor Johann Heinrich Kröhling( João Henrique Kröhling) que nascido em 23 de fevereiro de 1843, na cidade de Sulzhein, na Alemanha, veio para o Brasil, e foi o fundador, e primeiro colonizador da comunidade de Santa Maria.

O destino dos imigrantes era a colônia de Santa Izabel ou Santa Leopoldina, na província do Espírito Santo. Decidiram então pela colônia de Santa Izabel, onde já haviam chegado às famílias Marx, Endlich, Klasner, Stein, Gilles, Klein e outras.

O Senhor João Henrique Kröhling deixou a colônia de Santa Izabel e foi para Soído ( Domingos Martins) e não se identificando com a localidade, continuou desbravando e chegou à comunidade de Santa Maria, junto com sua esposa a senhora Luiza Marx, com quem teve 11 filhos – João, Felipe, Nicolau, Henrique, José, Luiza, Bárbara, Lisa, Catarina, Helena e Maria.

A fundação

O Senhor João Henrique Kröhling chegou à região, provavelmente, em 1879. Junto com ele a esposa Luiza Marx, seu filho mais velho João Kröhling Sobrinho, e mais dois auxiliares: o Senhor Nicolau Marx e o Senhor Francisco Endlich, ambos solteiros. A natureza encarregou-se de dar-lhes um abrigo para seu descanso: a gruta de pedras sobrepostas. A vida naquela época era muito dura e as dificuldades eram muitas. Não existiam estradas e todo o trabalho era feito à mão (trabalho braçal).

Mas as pessoas chegavam para colonizar e trabalhavam incansavelmente e foi surgindo às primeiras derrubadas para as primeiras roças e o plantio para a subsistência, que iriam garantir o sustento das famílias.

Origem do nome Santa Maria e do padroeiro da igreja 

Para medir a colônia do Senhor João Henrique Kröhling, veio de Viana um agrimensor (engenheiro) que se chamava José. Sua esposa chamava-se Maria.

Depois de um dia de trabalho, no meio da mata, e de volta à casa do Senhor Kröhling onde se hospedava, jantavam e conversavam. Uma noite, quando estavam jantando o Senhor José exclamou: O que estará fazendo a minha santa Maria a estas horas? Como eu gostaria que ela estivesse aqui. O Senhor Kröhling que ainda tentava descobrir um nome para dar a colônia, falou na hora: Já sei! Vou chamar a minha terra de Santa Maria e o padroeiro será São José.

A história do nome da comunidade e do padroeiro da igreja era contada pelo Senhor Nicolau Kröhling, filho do Senhor João Henrique Kröhling, primeiro professor de Santa Maria.

As igrejas

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Foto da segunda capela sem a torre, construída apenas de estuque.

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Foto da primeira igreja de Santa Maria, já dedicada a São José

Algum tempo depois surgiu a necessidade de construir uma capela, sendo que não sabemos nome das pessoas que aparecem na foto, mas temos em nossos registros que a primeira capela foi construída na propriedade do Sr Guilherme Thomas, hoje atual propriedade do senhor Miguel de Souza.

A comunidade cresceu em números de famílias e pessoas e assim decidiram construir a segunda capela onde encontra-se a atual, por volta do ano de 1933, nesta época éramos assistidos pela padres verbitas da então paróquia  de Santa Isabel, e no dia 15 de janeiro de 1935 deu-se a primeira visita pastoral do reverendíssimo Dom Luiz Escortegagna, segundo bispo do Espírito Santo.

 

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Foto da segunda capela já com a torre construída em alvenaria

Tendo a comunidade crescido em número de fiéis, viu-se a necessidade de construir uma terceira capela, a atual até os nossos dias, com a sua pedra fundamental em maio de 1949.

E continuávamos assistidos pela paróquia de Santa Isabel, sendo que com a obra concluída, o pároco  Pe Francisco Albers SVD. Fez a missa  inaugural com a festa de São José, sendo que desde a 1º capela até a atual, apesar das dificuldades da época com pouco recursos que se tinha, fazia–se doações em café, e animais que eram leiloados nas festas religiosas para arrecadar fundos para obras e manutenção das mesmas. O trabalho para a realização das obras era braçal, com auxílio dos animais, o meio de transporte era o trem que trazia (cimento e cal) até Araguaia, onde iam buscar com animais, e mais recente os carros que já chegavam até a localidade.

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AS FESTAS

Festa do padroeiro São José

Com a imigração alemã, veio também a religiosidade e a fé, e desde a fundação da comunidade teve-se como padroeiro São José comemorado todo dia 19 de março.

Desde a 1º capela a dedicação da festa do padroeiro São José é realizada no mês de março de cada ano, próximo ao dia do São José (19 de março) sendo a festa principal da comunidade, e tendo a missa  como ponto central, a comunidade zela desde os seus     antepassados     pelas     missas     cantadas acompanhadas pelo harmônio, anos depois, se realizava–se tríduos em preparação à festa com a participação de comunidades vizinhas, e em 1997 o conselho comunitário junto a paróquia de Santa Isabel pediu autorização para que fosse realizada uma novena preparatória junto as famílias da comunidade com objetivo de resgatar a fé, e devoção a intercessão de São José, e unir as famílias da comunidade , perseverando até a data  de hoje.

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                                                                                             São José, imagem peregrina, saindo da igreja e indo ao encontro das famílias

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Imagem peregrina volta a Igreja no dia da festa de São José

Devido ao aumento do número de participantes, decidiu-se realizar a missa da festa de São José no salão Comunitário de Santa Maria ao lado da Capela de São José:

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Festa de Corpus Christi

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Participação das crianças da Cruzada Eucaristica

O amor a Jesus Eucarístico, também veio, para nós com a solenidade de Corpus Christi, que celebramos todos os anos, desde o ano de 1931. No início fazia  a procissão com o Santíssimo Sacramento em volta da igreja de São José, e com o passar dos anos, as famílias decidiram aumentar a procissão indo até o grupo escolar, organizando a procissão em três paradas (onde faziam capelinhas forradas de tecido branco e ornamentadas com flores nativas, acompanhadas de árvores de palmeira Jussara extraídas da mata nativa) anos depois faziam um caminho que unia uma capelinha a outra com  folhas verdes que desfolhavam de árvores que eram escolhidas pela leveza de suas folhas e também aquelas que floresciam (as árvores de flor de maio). Na década de setenta com a chegada dos primeiros carros e como a procissão passava pela estrada que cortava a comunidade, decidiu-se diminuir o  percurso com apenas uma capelinha, e o caminho  foi dividido em partes, que as famílias assumiam, voluntariamente, e que agora, além das folhas verdes, flores nativas e palmitos, já se acrescentava as flores cultivadas nos quintais das famílias, tendo assim o caminho um traçado definido.

Em 1986 as comunidades vizinhas que faziam parte do setor Pe Ezequiel, da então paróquia de Santa Isabel, sendo elas: Araguaia, Rio Fundo e Fazenda Puppin, também vieram participar, e os tapetes foram organizados por grupo famílias que pertenciam a comunidade de Santa Maria, juntamente com as comunidades do setor. Já no ano de 1990, decidiu- se fazer mais uma capelinha, devido ao Ano Eucarístico que a igreja celebrava, e neste mesmo ano, a comunidade decidiu que a celebração eucarística seria realizada no salão comunitário de Santa Maria, ao lado da capela de São José, com a procissão saindo do salão e terminando com a benção solene dentro da Igreja de São José,  decisão esta, que permanece até os dias atuais.

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Década de Setenta

No ano de 2009, a comunidade de Santa Maria, já pertencente  à  paróquia  de  Sant’ana  –    Marechal Floriano/ES, em reunião do conselho paroquial, foi decidido e aprovado pelo pároco Pe Francisco Inigo Batungbacal, que a igreja de São José, comunidade de Santa Maria, seria a sede da Festa de Corpus Christi paroquial, onde todas as comunidades eram convidadas a participar da confecção dos tapetes para a procissão do Santíssimo Sacramento, como também da missa solene realizada sempre no dia de Corpus Christi conforme calendário civil e religioso.

Em dezembro de 2014, após fundada a nova paróquia de São Miguel Arcanjo, a comunidade de Santa Maria, pertencente então a paróquia de São Miguel Arcanjo – Araguaia – Marechal Floriano/ES, que em 2015 já celebrava 85 anos de devoção a Jesus Eucarístico e depois de várias experiências com as paróquias aos quais pertencíamos, e procurando adequar-se a nova realidade paroquial,   a comunidade de Santa Maria, assume novamente todo o percurso dos tapetes, a capelinha da primeira benção, e a segunda capelinha com a comunidade Matriz São Miguel – Araguaia.

No decorrer dos 85 anos de festa de Corpus  Christi, o objetivo sempre foi a valorização religiosa, e tivemos conosco presidindo as celebrações eucarísticas e procissões do Santíssimo,vários padres (párocos e vigários paroquiais), bispos auxiliares e arcebispo da Arquidiocese de Vitória do Espírito Sant

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Década de oitenta

FONTE: Comunidade São José.

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